Iremos conhecer um pouco mais sobre o último campeão da World Champions Collection: a Inglaterra. Antes confira o making of da Abbey Clancy.
O escudo inglês foi criado pelo graffiteiro e especialista em tipografia Ben Eine, que também já trabalhou com customização de roupas. Veja abaixo a entrevista de Ben.
Como você descreveria seu trabalho?
Comecei fazendo graffite há 20 anos quando o hip-hop, o break e o electro foram “importados” dos Estados Unidos e eu não podia dançar, mas queria fazer parte da turma mesmo assim. Desde então, venho me dedicando a isso. Há 10 anos parei de trabalhar com graffite tradicional e me envolvi com o mundo da arte de rua. A arte que faço é baseada em palavras e letras, é quase uma interpretação moderna da tipografia.
O que inspira seu trabalho?
Uma estranha fascinação pela tipografia e o formato das letras. Graffite para mim é como as letras mudam suas formas quando você as combinam com outras, essa é minha principal inspiração. Também há inúmeros artistas que me inspiram, artistas com os quais trabalhei de certa forma, por exemplo, Andy Warhol e a maneira que mudou a forma de produzir arte e sua linha de montagem e como usou a impressão na tela.
Qual sua opinião a respeito das pessoas que dizem que graffite não é uma forma de arte?
É estranho! Quando eu comecei a fazer graffite como uma forma de arte não existia nenhum movimento jovem engajado. O graffite que você via era político, cheio de slogans racistas ou com o nome de uma banda. Quando eu comecei a fazer graffite a arte era odiada porque era considerada pichação em propriedade alheia. O que acontece agora é que você tem duas gerações que cresceram com o graffite e entendem o conceito. Então, já não é mais um movimento ultrajante da juventude como um dia foi. O movimento da arte de rua tornou-se algo muito mais compreensível e culturalmente aceito.
A Inglaterra já inspirou seu trabalho anteriormente?
Eu acho que somos muito “sortudos” na Inglaterra. Artistas são tratados como “popstars” ou como “micro-celebridade” se você for comparar com os outros países. Temos muitas galerias de arte e eventos acontecendo ao redor do país. Então, a população em geral entende de arte e a enxerga de forma diferente da maneira como pessoas de outros lugares. Os ingleses têm consciência do que os artistas estão tentando fazer e gostam de comprar obras de arte para pendurar em sua casa. Do ponto de vista de um artista, é um ótimo lugar para estar.
O que lhe fez querer se envolver nesse projeto em parceria com a Umbro?
Para ser sincero não sou um grande fã de futebol, mas em época de grandes torneios, todo mundo acaba um pouco contagiado. Também achei que era um ótimo projeto. A Umbro tem uma história como fornecedora da Inglaterra, então pensei que era uma boa marca para estar envolvido.
‘É bom. Na realidade é uma versão da seleção inglesa para o Union Jack.
Como você concebeu a ideia do redesenho para o escudo?
Eu quis fazer algo tradicional, ao invés de ultramoderno, mas que simultaneamente tivesse alguns toques mais atualizados e algumas coisas que me influenciaram.
O que você acha do escudo existente usado pela seleção da Inglaterra?
Como foi trabalhar em uma escala menor do que o comum?
Também foi uma boa diversão. Muitos dos meus trabalhos são imensos, por isso, passo muito tempo no meu estúdio rabiscando e desenhando e isso é algo que gosto de fazer.
Como você acha que a Inglaterra vai se sair nessa Copa?
Sou sempre otimista, porém, realista. Acho que a Inglaterra vai se sair bem. Será bem sortuda se chegar à semifinal.
Qual papel você acha que o escudo tem para jogadores e torcedores?
Acho que o escudo da Inglaterra é uma medalha de honra. Ele representa o país em grandes campeonatos e isso é um feito incrível. Porque para usá-lo é preciso estar em sua melhor forma física. Portanto, chegar a esse ponto é sem dúvida o maior feito da vida de um jogador. E a única coisa que se compararia a isso é a sensação de ganhar a partida e levantar o troféu, vestindo a camisa da seleção.


















