Depois de um breve histórico sobre a trajetória do New York Cosmos que fizemos neste post, hoje falaremos sobre uma partida do Cosmos que pode ser considerada a mais inusitada de todas. Algumas pessoas dizem que esse foi o melhor jogo da história da North American Soccer League (NASL). Bem, com certeza foi um dos jogos mais longos, com cerca de três horas e meia de duração, além de muita emoção envolvida.
O Cosmos buscava um titulo inédito na NASL pela terceira vez consecutiva quando enfrentou o rival Vancouver Whitecaps, no segundo jogo das finais da Conferência Nacional, no dia 1º de Setembro de 1979.
Na primeira partida da série de dois jogos, os Whitecaps saíram na frente e marcaram dois gols em cima dos adversários. No finalzinho da partida, o defensor irariano do Cosmos, Andranik Eskandarian, recebeu cartão vermelho por ter aplicado uma falta grave. Encerrada a partida, o defensor brasileiro do Cosmos Carlos Alberto bateu e, supostamente, cuspiu em um funcionário. Com isso, os dois jogadores ficaram de fora do jogo seguinte, que aconteceu três dias depois.
De acordo com as regras, se os Whitecaps vencessem a segunda etapa, as séries acabariam, e se a equipe do Cosmos fosse a vencedora, rolaria uma prorrogação de 15 minutos para decidir a série. Como a segunda partida terminou em um empate de 2 a 2 após 90 minutos, o jogo foi para a prorrogação, porém ninguém marcou gol.
Com isso, a NASL criou mais uma regra: os pênaltis. Mas não se tratava dos pênaltis tradicionais, desses que estamos acostumados a ver. A versão norte-americana colocava o jogador com a bola a 35 jardas do gol (aproximadamente 32 metros) e dava cinco segundos para tentar pontuar. Cada equipe teve cinco chances e o Cosmos se saiu melhor. Com esse resultado, foi proposto um minijogo de 30 minutos que decidiria quem seria o vencedor.
Mas após 90 minutos de regulamento, 15 minutos de morte súbita, penalidades máximas e 30 minutos de mini-jogo, o vencedor ainda era desconhecido, então fizeram uma nova rodada de pênaltis e aí, sim, a vitória – finalmente!! – foi dada. Os Whitecaps levaram a melhor, não por mérito, mas por um erro de Nelsi Morais, do Cosmos, que descumpriu a regra ao levar mais de cinco segundos para cobrar o pênalti, dando a vitória ao outro time.
E assim, depois de uma desgastante e suadíssima disputa, os Whitecaps bateram um New York Cosmos repleto de estrelas internacionais e seguiu adiante no Campeonato, vencendo o time Tampa Bay Rowdies por 2 a 1 e conquistando o único título NASL de sua história.
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