Já falamos bastante sobre os craques internacionais que fizeram parte do The New York Cosmos, como o nosso rei Pelé, o alemão Beckenbauer, Carlos Alberto Torres, Giorgio Chinaglia, entre outros que encabeçavam a lista de estrelas do Time. Mas, também é preciso falar um pouco dos norte-americanos, afinal, eles também jogavam.
O Cosmos dos anos 1970 e 80 era considerado um time galático, com uma coleção de astros internacionais reunidos pelo marketing e pelo pensamento global da Warner Communications, empresa fundadora do clube. Entretanto, há uma parte da história do Cosmos que não é muito comentada, sobre um tipo de sistema de cotas criado para manter alguns norte-americanos em campo. Apesar de esses jogadores terem sido considerados por muitos como a geração perdida do futebol americano, eles ajudaram a escrever a história desse Time brilhante. Porém, mesmo jogando pelo Cosmos, por conta de diversos fatores, nunca chegaram a disputar uma Copa do Mundo.
Em um tempo em que a liderança do Cosmos estava montada em uma fraca Federação de Futebol dos Estados Unidos, que, na época, era incapaz de organizar uma simples festa de aniversário, os jogadores americanos tinham pouca ou nenhuma esperança de poder mostrar suas habilidades pela Europa.
“Eu era muito jovem, e meio que não percebi o que estava rolando. Quando olho para trás, vejo que aquele foi um dos maiores momentos da minha vida”, disse o ex-zagueiro da equipe, Jeff Durgan, que com a ajuda do treinador Hennes Weisweiler, rapidamente se tornou zagueiro do Cosmos, no início de 1980. O treinador também foi rápido para identificar as habilidades de outro jogador, Hernán (Chico) Borja, um nativo do Equador que cresceu em New Jersey, e trouxe consigo as habilidades com a bola, frequentemente vistos na América do Sul.
Mas talvez o melhor jogador americano do início dos anos 1980 tenha sido o meio-campista Ricky Davis, e você talvez nunca tenha ouvido falar sobre ele. Nativo da Califórnia, Davis já foi considerado um dos maiores jogadores já produzidos pelos Estados Unidos. E no mundo futebolístico da época, é bem provável.
Mas David passou todos os cinco anos de sua carreira profissional com o Cosmos, tendo jogado 20 vezes por um time nacional que era motivo de piada naqueles dias. Uma geração perdida do futebol americano, com certeza.
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