O primeiro clássico do Paulistão 2011 foi quente, abafado. Sob um sol castigante, Santos e São Paulo mediram forças na Arena Barueri. No final das contas, a balança pendeu para o time da Baixada, agora líder disparado do Estadual. Elano e Maikon Leite dividiram os louros da vitória e também a liderança na artilharia – cada um anotou cinco vezes. O Santos conquistou 13 pontos em 15 possíveis neste Paulistão. Início avassalador e promissor.

No Paraná, deu Furacão diante do Roma. Um 4 a 2 para desafogar. Mais lúcido em campo, Paulo Baier fez boa parte do serviço. Dois gols de pênalti e muitas assistências aos atacantes atleticanos. Um “partidaço” do capitão! A vitória recolocou o CAP no G-4 do Paranaense. São nove pontos, três atrás do líder Cianorte.

Cruzando o oceano

Sua mãe já dizia: “Respeite os mais velhos”. O City respeitou até demais. Em jogo válido pela quarta fase da FA Cup, a equipe de Manchester não passou de um empate em 1 a 1 com o Notts County, time profissional mais velho em atividade no mundo, fundado em 1862. As duas equipes voltam a se confrontar em fevereiro.

Na França, o Lille segue firme na liderança da Ligue 1 após vencer, em casa o Lens por 1 a 0 (gol do brasileiro Túlio de Melo).

Na Espanha, dois gols de Toquero deram a vitória ao Athletic Bilbao sobre o seu “quase xará” Atlético de Madrid.

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E o Santos segue a sua doce rotina. Depois de convincentes vitórias contra Linense e Mirassol, a vítima da vez foi o Grêmio Prudente. Um 4 a 2 incontestável. Além do placar moralizador, foi bom rever Elano, autor de dois gols. É a prova cabal de que o Santos acertou em confiar no seu futebol.

Keirrison, debaixo de vaias, e Maikon Leite, cada dia mais querido pela torcida, fizeram os outros gols.

O Peixe, a exemplo do que fez em 2010, nada de braçadas no primeiro semestre.

Bateu o desespero? Chama o Lucas!

Paulo Baier e Lucas vão para a galera / Foto: Assessoria de Imprensa CAP

O Furacão é o time da virada! Num intervalo de quatro dias, foram duas “remontadas”, todas com doses cavalares de emoção.

Contra o Iraty-PR, vitória com a marca de Lucas, que voltou a anotar após 10 anos longe da Arena da Baixada. Dois gols e o status recuperado de “herói”.

Na quarta-feira, o Operário promete endurecer para cima dos comandados de Sérgio Soares. Haja unha!

No Velho Continente

De folga no final de semana, o Lille, líder do Campeonato Francês, vê de camarote a batalha de PSG, Rennes e Lyon na tentativa de chegarem mais próximo à ponta.

Faltando todo o returno a ser disputado, a equipe do norte da França está com 34 pontos, quatro acima do vice-líder, exatamente o PSG.

Na Inglaterra, revés do Manchester City por 1 a 0 frente o Aston Villa (gol do estreante Darren Bent). Com a derrota, o “lado azul” de Manchester caiu para a terceira colocação do Inglês, com 45 pontos, atrás de Arsenal (46) e United (48).

Por outro lado, o Sunderland arrancou uma vitória contra o Blackpool por 2 a 1, placar que o credenciou de vez a brigar por vaga nas ligas europeias em 2012.

Outro que faz bonito na primeira divisão é o Blackburn. O sétimo lugar na classificação veio após triunfo por 2 a 0 contra o West Brom.

Um pouco mais acima no mapa, na Escócia, o Rangers tropeçou em casa (0 a 1 para o Hearts) e se desgrudou do líder Celtic. A diferença entre os rivais agora é de cinco pontos (52 a 47).

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A boa aparência dentro das quatro linhas é desde sempre uma preocupação dos boleiros Brasil afora.

Se hoje vemos cortes mais comportados, barbas cuidadosamente aparadas e, em alguns casos, sobrancelhas impecáveis, há alguns anos a tendência capilar apontava para algo mais bruto, sem muitos requintes.

Vamos, então, pegar uma carona no túnel do tempo.

Nos anos 70, predominavam o Black Power e as vistosas costeletas. Na Europa, muita franjinha de lado (Johan Cruyff e Best que o digam!).

Nos anos 80, os famosos mullets ditavam o ritmo. Chris Waddle (os britânicos, sempre na vanguarda da moda…) e até Romário foram alguns dos famosos representantes daquele pedaço de cabelo perdido na região da nuca.

Os anos 90 reeditaram o melhor (e o pior) das décadas anteriores. Teve para todos os gostos. Desde o perfil “militar” de Dunga ao rabo-de-cavalo, caso do goleiro inglês Seaman.

O novo milênio conheceu o poder do moicano. Foi só David Beckham arrepiar as suas madeixas para o mundo se dar conta do quanto aquele penteado era descolado! E o pior é que ninguém se lembrou de creditar o arranjo aos punks.

Outro corte que fez relativo sucesso foi o de Ronaldo, no melhor estilo “Cascão”, durante a Copa de 2002.

Uma coisa é certa: não é de hoje que o estilo dos atletas cria e recria moda entre os “mortais”.

Para celebrar a democratização dos penteados ao longo dos anos, a Umbro Inglesa produziu um mosaico com as mais famosas “penugens” da história do futebol mundial.

O desenho serviu de estampa para uma linha de camisas, vendida somente no Reino Unido.

Pela imagem acima, impossível não identificar os colombianos Valderrama e Higuita, dupla que fez muito sucesso não apenas por seu talento com a redonda nos pés.

E você, consegue desvendar mais algum notável no meio de tanto cabelo?

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Ser quase uma unanimidade no clube que tem a segunda maior torcida do país é façanha para poucos.

O zagueiro Chicão, no Corinthians há três temporadas, sabe bem o que é isso. Não há quem duvide da capacidade e liderança do camisa 3.

Contratado junto ao Figueirense, em 2008, ganhou rapidamente a confiança do exigente torcedor corintiano.

Em campo, é um monstro. Mas não por que assusta os adversários com intimidações e jogadas grosseiras. Muito pelo contrário. Chicão é classe pura!

Na defesa, seu habitat natural, resolve qualquer parada com uma serenidade ímpar para um jogador de sua posição. Desarma, passa e orienta com o mesmo grau de eficiência. E suas qualidades vão além.

No ataque, Chicão é cirúrgico. Em 147 jogos com a camisa alvinegra, anotou 33 gols, ótima média para um zagueiro. Grande parte de sua artilharia se resume à bola parada.

Algumas de suas “investidas” à frente foram de extrema importância para os últimos títulos do Corinthians. Em 2009, marcou contra o Santos na final do Paulistão. Na mesma época, classificou o Timão às semifinais da Copa do Brasil com dois gols diante do São Caetano.

Na atual temporada, Chicão manteve o alto nível.

Apesar das insistentes contusões no segundo semestre, foi um dos pilares da campanha que rendeu ao Corinthians a terceira colocação no Campeonato Brasileiro.

Desempenho que foi merecidamente reconhecido com a Bola de Prata da Placar/ESPN como um dos dois melhores zagueiros após 38 rodadas do torneio nacional. Foi a primeira vez, desde 2002, que um defensor corintiano levou o tão cobiçado troféu.

Se 2010 não foi tão produtivo em termos coletivos, individualmente não podia ter sido melhor.

De desarmes em desarmes, de gols em gols, Chicão vai cavando uma vaguinha entre os maiores ídolos da história recente do Corinthians. Não é pouca coisa!

Parabéns Chicão pela ótima temporada!

E que 2011 seja ainda melhor.

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